VIDEODANÇA  : Oração da esperança na  “Memória coreografada”

VIDEODANÇA : Oração da esperança na “Memória coreografada”

A coreógrafa Berê Fuhro Souto, falecida em 2017, é homenageada em videodança

Por Carlos Cogoy

Berê Fuhro Souto homenageada

Os braços abertos antecipam o abraço ao ano que virá/ O rito é de passagem/ Com seriedade limpo a bagunça, arrumo a bagagem/ Nela trago a cabeça no mundo da lua/ O afeto correndo na veia,/A brincadeira de viver,/ A essência dos vínculos./ Falta pouco para transpor o portal./ Aos pais… obrigada, obrigada!/ Aos filhos… Denada!/ Às netas… por favor, quero mais!/ Irmãos, amigos…/ Esperançar, esperançar, esperançar! A “Oração da Esperança”, autoria da coreógrafa pelotense Berê Fuhro Souto, está entre os textos narrados no espetáculo em videodança “Memória Coreografada”. Baseado na dissertação de mestrado de Miriam Brockmann Guimarães – orientação de Carmen Anita Hoffmann Rebeca Recuero Rebs -, que dirige o vídeo, a realização é da NOZ Audiovisual. Com 17,27 minutos, o vídeo teve apoio do mestrado em Artes Visuais da UFPel, e financiamento do Prêmio Movimento da Cultura Pelotense/Lei Aldir Blanc. Para assistir, acesse o canal Noz Audiovisual no Youtube.

BERÊ faleceu em 2017. Na trajetória, intensa produção cultural na área da dança. Com formação em educação física na UFPel, ela foi diretora e coreógrafa do Centro Contemporâneo Berê F. Souto. Na trajetória, participação e premiações no país e também na Argentina, Chile e Uruguai. Esteve presente, apresentando seu método artístico, na Colômbia, Grécia e Alemanha. Dedicada à política cultural, foi conselheira estadual de cultura, e integrou o Colegiado Nacional de Dança. Seu último espetáculo “Tempos Brancos”, foi a base para o videodança que estreou no dia 4 deste mês.

VIDEODANÇA mescla interpretações atuais com imagens de arquivo, autoria de Gabriela Richter Lamas e Janine Tomberg, da apresentação de “Tempos Brancos” na Bibliotheca Pública Pelotense em 2016. No elenco de intérpretes/criadoras: Antonia Cruzeiro; Bruna Oliveira; Cristiane Oliveira; Débora Souto Allemand; Higor Alencaragão; Isabel Cruzeiro; Jaínne Ladeira; Josiane Franken; Miriam Guimarães; Mônica Borba; Nadyne Uakti; Tais Bastos. As imagens de projeção são de Chico Machado, e a trilha original é de Leandro Maia e Vitor Ramil.

Direção de Miriam Brockmann Guimarães

POESIA – No vídeo os textos “A poesia me salvará” de Berê Fuhro Souto, “Uma palavra do corpo à Berê” de Nadyne Uakti, “Carta narrada à Berê” de Mônica Borba, e a “Oração da Esperança” de Berê. A carta de Mônica Borba: Estamos brigando no mundo inteiro contra o racismo/ E eu acho que nós vamos vencer,/ Porque há muitos e muitas como a gente,/ Que querem igualdade e justiça social./ Ah!, Eu, a Bel e a Cris estamos escrevendo um livro juntas./ Eu acho que vai ficar lindo/ Até a vovó Dodó estará nas linhas, formas e cores/ Que nós estamos tramando,/ A gente gosta de seguir esse carinho com as palavras/ Como tu fazia./

Agora é a Miriam novamente encantada com a tua obra Tempos Brancos./ E eu tô aqui emocionada, muito emocionada,/ Porque eu, de alguma forma,/ Novamente estou em contato com tudo aquilo que nós vivemos./ Agora eu vou parar de escrever e vou dançar pra ti/ Vê daí e me diriges como sempre fazes/ Te amo.



Fonte: Diário da Manhã
Redação: redacao@diariodamanhapelotas.com.br

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