SÃO JOSÉ DO NORTE : Prisões por pesca predatória

SÃO JOSÉ DO NORTE : Prisões por pesca predatória

Equipes da 3ª Cia. do Batalhão Ambiental, 6º BPM e Operação Golfinho, realizaram duas prisões sábado à tarde no Mar Grosso em São José do Norte. Conforme divulgação, o Serviço de Inteligência da 3ª Cia. Ambiental, estava informado sobre a pesca irregular de espécies ameaçadas: cação viola ou raia viola. Os animais capturados, posteriormente eram comercializados em Santa Catarina. Diante disso, foi desenvolvida operação pela PATRAM, para a prisão dos infratores.

Patram S José do Norte 6A prisão dos infratores só foi possível com o auxílio do serviço de inteligência, pois quando as viaturas da PATRAM ingressavam na balsa a destino de São José do Norte, os pescadores ilegais eram avisados e conseguiam escapar. Suas práticas delituosas, segundo as denúncias, eram feitas nos finais de semana e festas de final de ano, a fim de dificultar a fiscalização.

Após a confirmação pelo serviço de inteligência da prática delituosa, foi possível fazer a abordagem e a prisão em flagrante de dois indivíduos, os quais além dos peixes mortos, acabaram matando um Golfinho e uma Tartaruga Marinha com a rede predatória. Eles foram apresentados na Polícia Federal para os trâmites legais.

Foram apreendidos:

  • 2 redes de pesca utilizadas na prática delituosa;
  • 2 caminhões utilizados na pesca predatória (carregados com os peixes proibidos);
  • 2 embarcações (parelhas) utilizadas para fazer o lançamento das redes;
  • 2134 peças de Cação Viola (Aproximadamente 10 toneladas).
  • 1 Golfinho (capturado na rede predatória);
  • 1 Tartaruga Marinha  (capturado na rede predatória);

Patram S José do Norte 4SALVAMENTO – Nas redes, os policiais encontraram centenas de peixes, cação viola e outras espécies, que ainda ainda estavam vivos e puderam ser devolvidos ao mar.

Conforme  informações recebidas pela Brigada, o quilo do cação viola seria vendido a R$ 45,00 para o consumidor final em Santa Catarina, sendo que a carga apreendida foi avaliada em mais de R$400.000,00.

Quando da procura dos demais peixes pescados anteriormente a abordagem policial, descobriu-se que estes estavam em local diverso da abordagem, sendo “limpos” em um córrego que deságua diretamente no mar, o mesmo córrego que recebe o esgoto de algumas casas da região.

Duas peças da espécie Cação Viola, o Golfinho e a tartaruga marinha foram guardados para encaminhamento a Universidade Foi de Rio Grande (FURG) para laudo complementar e identificação exata das espécies.

A espécie Cação Viola está incluída na Lista Vermelha de espécies ameaçadas de extinção, sendo que só se aproximam do litoral para o nascimento dos seus filhotes e cópula, ficando assim, vulneráveis, momento em que os pescadores predatórios aproveitam para fazer sua captura.

Para o sucesso da operação, os integrantes da PATRAM (Patrulha Ambiental da BM), que se encontravam de folga, deixaram seus familiares e foram cumprir sua missão. Como salientam: “A defesa de um meio ambiente para às presentes e futuras gerações”.



Fonte: Diário da Manhã
Redação: redacao@diariodamanhapelotas.com.br

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