Menos de 30% de crianças e adolescentes em Pelotas tomaram a vacina contra o HPV

Menos de 30% de crianças e adolescentes em Pelotas tomaram a vacina contra o HPV

O departamento de Vigilância Epidemiológica (Vigep) da Secretaria de Saúde (SMS) informa que, entre janeiro e outubro de 2018, apenas 29,55% da população total estimada indicada — 3.647 de 12.343, entre meninas de 9 a 15 anos incompletos e meninos de 11 a 15 anos incompletos — tomou a vacina que protege contra o HPV (Human Papiloma Virus) em Pelotas, apesar de todos os esforços da Prefeitura com ações de conscientização e prevenção.

A enfermeira responsável pelo Vigep, Ana Alice Maciel, alerta para o baixo índice de procura pelas doses, tão importantes para prevenir o câncer de colo de útero e vulva nas mulheres e o câncer de pênis, ânus, verrugas genitais, boca e orofaringe (garganta) nos homens. As doses ficam disponíveis em todas as unidades de saúde do município e podem ser acessadas a qualquer momento.

Durante 2018, o Programa Saúde na Escola (PSE) atuou em mais de 75 escolas de ensino fundamental e médio da rede municipal, para conscientizar sobre a importância das vacinas e promover a atualização vacinal dos estudantes, em ações conjuntas com as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e a comunidade escolar.

“O PSE solicitou que as equipes de saúde fizessem a revisão vacinal dos alunos com foco na atualização da vacina que protege contra o HPV e assim foi feito, mas é importante destacar que só puderam ser atualizadas as vacinas de crianças e adolescentes que os responsáveis atenderam o pedido de mandar para a escola a carteira de vacinação”, salienta a coordenadora do PSE, Jacqueline Dutra .

Jacqueline adianta que as ações continuarão em 2019 e espera contar com mais atenção dos pais e responsáveis, para que autorizem a vacina e encaminhem as carteiras. Inclusive algumas escolas estão solicitando, aos pais e responsáveis, o atestado de comprovação de vacinas em dia para efetivação das matrículas e rematrículas.

ESQUEMA VACINAL DE ROTINA PARA O HPV:

Meninas – administrar duas doses, com intervalo de 6 meses entre as doses, nas meninas de 9 a 14 anos 11 meses e 29 dias.

Meninos – administrar duas doses, com intervalo de 6 meses entre as doses, nos meninos de 11 a 14 anos 11 meses e 29 dias.

OUTRAS VACINAS

Pré-adolescentes e jovens de 10 a 19 anos também têm acesso à imunização contra a Hepatite B, meningocócica C, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e dupla adulto (difteria e tétano). No caso específico da Hepatite B, deve ser avaliada a carteira de vacinas para ver se o esquema vacinal não está completo.

SAIBA MAIS:

O Brasil é o primeiro país da América do Sul e o sétimo do mundo a oferecer a vacina HPV para meninos em programas nacionais de imunizações. A vacina contra o HPV previne contra diversos tipos de cânceres.

Um estudo do Ministério da Saúde (MS), aponta a estimativa anual de 16 mil casos de câncer de colo do útero e 5 mil óbitos de mulheres devido à doença. Mais de 90% dos casos de câncer anal e 63% dos cânceres de pênis são atribuíveis à infecção pelo HPV, principalmente pelo subtipo 16.

O câncer do colo do útero está associado à infecção persistente por subtipos oncogênicos do vírus HPV (Papilomavírus Humano), especialmente o HPV-16 e o HPV-18, responsáveis por cerca de 70% dos cânceres cervicais.

COMO AS MULHERES PODEM SE PREVENIR DO CÂNCER DO COLO DO ÚTERO?

Com a vacinação contra o HPV antes do início da vida sexual e fazendo o exame preventivo (de Papanicolau ou citopatológico), que pode detectar as lesões precursoras. Quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas é possível prevenir a doença em 100% dos casos.



Fonte: Diário da Manhã
Redação: redacao@diariodamanhapelotas.com.br

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